Lendo o post de uma amiga no Facebook, conclamando os amigos para as manifestações do dia 15 de março, me chamou a atenção uma frase: “Não precisamos da Câmara, do Senado e do STF”. PQP (desculpe a franqueza), mas o que esta pessoa tem na cabeça? O que ela quer? Voltar para o regime absolutista? Agora só uma pessoa irá decidir os rumos do nosso país?
Independente de termos um excesso de gente incapaz, despreparada ou corrupta em qualquer esfera do governo, uma distinção deve ser feita: uma coisa são os representantes, outra são as instituições. Se temos figuras, em minha opinião, completamente desprezíveis no STF, isso não implica que não seja necessário ter uma corte suprema.
Se temos uma quantidade enorme de deputados ou senadores de péssimo nível (aliás, escolhidos democraticamente, pelo voto direto), isso não significa que a solução seja fechar o Congresso. A saída não passa por atacar a instituição, mas sim por identificar formas de melhorar a qualidade dos nossos representantes.
Ao invés de atacar as instituições, temos que fortalecer-las, permitindo que haja punição para todos aqueles que fugirem do objetivo principal de cada um dos representantes ou funcionários públicos, sejam eles no Executivo, Legislativo ou Judiciário: servir de forma digna e honesta a população!
Seja você de qualquer tendência política ou ideologia, uma coisa aprendemos ao longo da história: a democracia está distante de ser perfeita, mas é de longe o melhor sistema disponível. Atacar as instituições que permitem que ela funciona é um retrocesso sem igual, uma imbecilidade sem tamanho. Temos que lutar para termos melhores representantes, nunca para incentivar regimes autoritários, sejam eles de direita ou esquerda.